A activista anticorrupção e defensora dos Direitos Humanos Praise Aloikin Opoloje, de 27 anos, foi detida no Uganda depois de publicar nas redes sociais críticas ao general Muhoozi Kainerugaba, filho do Presidente Yoweri Museveni e chefe das Forças de Defesa do Uganda.
Em vídeos publicados, Aloikin criticou o general e chegou a chamá-lo de “repolho”. Segundo documentos judiciais citados pela imprensa ugandesa, as autoridades investigaram publicações nas redes sociais nas quais Kainerugaba era alvo de críticas e insultos.
Apesar da ligação temporal entre as publicações e a detenção, a acusação formal apresentada contra a activista é outra: uso alegadamente ilegal de um cartão SIM registado em nome da mãe para realizar uma actividade considerada ilegal. Aloikin negou a acusação e foi enviada para a prisão de Luzira, onde deverá permanecer até 14 de outubro.
