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NOTAS DO DISCURSO DO PRESIDENTE DANIEL FRANCISCO CHAPO — Visita Presidencial à Província da Zambézia

(Aeroporto de Quelimane, aos 5 de Setembro de 2026)


Por: DeSousa


RESUMO ALARGADO


Minhas senhoras e meus senhores,


Queremos, em primeiro lugar, saudar a nossa juventude, particularmente os jovens da província da Zambézia, pela forma como abraçaram as oportunidades que estão a ser criadas através dos programas do Governo.


Hoje estivemos em Mocuba, onde fizemos o lançamento de programas e projectos destinados, sobretudo, ao apoio às micro, pequenas e médias empresas de jovens e mulheres


Estamos a falar da maioria do nosso povo. 


Mocuba não é apenas o lugar onde lançamos este programa. Mocuba é um ponto estratégico para o desenvolvimento da nossa região, porque é onde os caminhos se cruzam. Por isso, decidimos realizar estas iniciativas em Mocuba, como parte da nossa visão de desenvolver a cidade e criar novas oportunidades para a população.


I — ACREDITA EMPREGA SIGNIFICA INVESTIR NA JUVENTUDE


De Mocuba seguimos para Quelimane, onde fizemos o lançamento do programa Acredita Emprega. O Acredita Emprega é um programa de nível nacional onde Jovens concorreram às bolsas de formação e que depois da formação, os beneficiários terão acesso a recursos para poderem criar as suas próprias empresas.


Serão formados, capacitados e apoiados para transformar conhecimento em actividade económica. E há aqui uma questão muito importante onde quando um jovem cria uma empresa, não está apenas a criar emprego para si próprio, esse jovem poderá empregar outros jovens, pagar salários, gerar rendimento para a sua família, pagar impostos e fazer crescer a economia.


Queremos que essas pequenas empresas cresçam, cresçam e cresçam, até se transformarem em grandes empresas. É este o tipo de jovem que queremos para Moçambique.


Na segunda-feira, tivemos a inauguração de uma fábrica em Maputo e encontramos lá um jovem da Zambézia que eu tinha conhecido em Mocuba no ano passado. Esse jovem criou uma marca chamada Frango à Zambéziana, e quando perguntámos pelos outros jovens que estavam em Quelimane, disseram-nos: “Foi a Maputo fazer negócios, porque agora ele é patrão e nós somos empregados”. É este tipo de jovem que nós queremos! Um jovem que começa pequeno, mas que trabalha, cresce, cria uma empresa, emprega outros jovens e contribui para o desenvolvimento do País. É por isso que existe o Acredita Emprega.


II — ZAMBÉZIA FOI PROVÍNCIA QUE MAIS SE DESTACOU


De Mocuba a Maputo, concorreram mais de 145.000 jovens ao programa. Desses, foram apurados 72.000 jovens. E, entre todas as províncias do País, a que conseguiu apurar o maior número de jovens foi a província da Zambézia, com cerca de 16.000 jovens.


É por essa razão que viemos à Zambézia realizar o lançamento deste programa. Dos cerca de 16.000 jovens apurados na província, aproximadamente 5.000 são do distrito de Nicoadala. Este é um dado que demonstra a força e o empenho da juventude zambeziana.


Nicoadala conseguiu atingir um número de jovens apurados que supera o de algumas províncias do País.


III — 100 MIL METICAIS PARA COMEÇAR UM NEGÓCIO


Dos jovens apurados, uma parte significativa optou pelas bolsas de formação. E, no final da formação, os jovens poderão receber até 100.000,00MT, sem necessidade de devolver esse valor, para iniciarem os seus negócios.


Mas queremos deixar uma mensagem muito clara: Estes 100.000,00MT não são para gastar mas sim, para investir. Não é para ir à praia, beber até amanhecer e acabar o dinheiro. O jovem deverá apresentar um projecto, onde pode ser um restaurante, um negócio de compra e venda, pode ser compra e venda de feijão e arroz, pode ser a produção de bolos, pode ser a produção e venda de badjias, pode ser a venda de produtos na escola ou ainda qualquer actividade económica viável, pois que o importante é que os jovens utilizem esta oportunidade para criar negócios, gerar rendimento e criar emprego.


Queremos ver essas empresas a crescer, vê-las a gerar vendas, vê-las a pagar salários, vê-las a empregar outros jovens e é assim que fazemos crescer Moçambique.


IV — A ZAMBÉZIA NO CENTRO DO DESENVOLVIMENTO


A Zambézia não foi escolhida por acaso, pois que foi a própria juventude zambeziana que se destacou através do número de concorrentes e de jovens apurados, por isso, estamos aqui. Parabéns, Zambézia!


E nós voltaremos brevemente à Província para continuarmos a trabalhar.


Para além da visita presidencial, durante a qual iremos trabalhar com os nossos órgãos de governação e administração, iremos igualmente realizar várias actividades em benefício da população, uma delas será a inauguração da estação de tratamento de água construída na cidade de Quelimane. Parabéns, Quelimane!


V — TERMINAL DE COMBUSTÍVEL DE QUELIMANE


Também queremos trabalhar para reduzir os custos que pesam sobre a população.


Hoje, o combustível em Quelimane é mais caro em relação a Nacala, Beira e Maputo porque estas cidades dispõem de terminais de combustível onde o combustível chega directamente pelo porto e segue para os depósitos.


Em Quelimane, o combustível tem de vir de Nacala ou da Beira, transportado por camião até às bombas e isso aumenta os custos, e o mesmo princípio acaba por afectar outros produtos e serviços.


Por isso, temos o projecto de construção de um terminal de combustível no porto da cidade de Quelimane, com o objectivo de reduzir custos e contribuir para a redução do custo de vida.


Com este terminal, os nossos irmãos da República do Malawi também já demonstram interesse em poder abastecer-se a partir do porto de Quelimane, que está mais próximo daquele País.


Isso significa mais actividade económica para Quelimane, mais circulação de pessoas e mercadorias e novas oportunidades para a nossa população.


Queremos que Quelimane cresça e se desenvolva.


VI — NOVAS INFRA-ESTRUTURAS PARA A ZAMBÉZIA


Voltaremos também à nossa Província porque estamos a terminar o projecto de construção de uma nova ponte sobre o rio Luabo e de uma nova estrada que vai ligar a cidade de Quelimane à cidade de Mocuba. Parabéns à província da Zambézia!


VII — MOCUBA E A CASA DO POVO


Brevemente voltaremos ainda à Zambézia para avançarmos com o processo de lançamento da primeira pedra para a construção da sede da Assembleia da República de Moçambique em Mocuba.


Porquê Mocuba?


Porque Mocuba é onde os caminhos se cruzam, e a Assembleia da República é a Casa do Povo, o lugar onde o povo está representado, é um lugar onde o Povo se encontra e se abraça, por isso, entendemos que Mocuba é um local estratégico para acolher esta instituição.


A nossa visão é promover um desenvolvimento equilibrado de Moçambique, evitando que tudo esteja concentrado na cidade de Maputo.


VIII — DESENVOLVIMENTO EQUILIBRADO


Queremos que cada província possa assumir uma vocação e contribuir de forma particular para o desenvolvimento nacional.


Queremos que Inhambane seja uma capital turística; Queremos que a Zambézia seja uma capital parlamentar, através de Mocuba; Queremos que o Niassa seja uma capital agrícola; E, pouco a pouco, queremos colocar em cada província uma área em que possa assumir uma posição de destaque.


Esta é a nossa visão — desenvolver Moçambique de forma equilibrada, sendo que não queremos que tudo aconteça apenas na cidade de Maputo.


IX — MELHORAR A LIGAÇÃO ENTRE AS PROVÍNCIAS


Também precisamos de melhorar as ligações entre as diferentes regiões do País. Quando olhamos para o mapa de Moçambique, percebemos que Maputo está numa das extremidades do território, por isso, muitas vezes, deslocar-se de uma região para Maputo de avião torna-se caro, é por essa razão que estamos a trabalhar para melhorar as ligações aéreas entre as províncias.


Neste momento, colocámos um avião na Beira, permitindo ligações com Nampula, Tete, Zambézia e outras regiões e nos próximos meses, está prevista a colocação de mais um avião em Nampula, permitindo melhorar as ligações com Niassa, Pemba, Zambézia e Maputo.


Queremos um País em que as pessoas possam circular com maior facilidade, em que o dinheiro possa circular pelas diferentes províncias e em que as oportunidades de desenvolvimento não estejam concentradas num único ponto.


É esta a nossa visão — Um Moçambique desenvolvido de forma equilibrada; Um Moçambique onde a juventude tenha oportunidades; Um Moçambique onde as empresas possam nascer, crescer e criar emprego, e; um Moçambique onde cada província possa contribuir com o seu potencial para o desenvolvimento nacional


Muito obrigado!

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